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Diário

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Às vezes, quando a lição tirada de uma experiência, a fala de uma palestra ou a cena de um filme fazem a gente refletir, vale a pena dividir. Para isso existe esse espaço!

DIÁRIO #3: VEJAM THE HANDMAID’S TALE!

Pelo amor de Deus!

Porque essa série é uma faca cortando lentamente nossa carne.  

Eu comecei semana passada, depois que algumas amigas já tinham visto e, horrorizadas, me falaram que era uma serie necessária. Disseram que ela não era só um entretenimento, era muito maior. Era sobre hoje, sobre nossas vidas, sobre como tudo tem mudado ultimamente e olha… é elas não exageraram em nada.

A série conta a saga de June, ou Offred, como é chamada agora a protagonista. É inspirada no livro O conto de Aia, de Margaret Atwood e nos faz pensar sobre a condição da mulher na sociedade, onde depois de uma crise de fertilidade aquelas que podem ter filhos, são conduzidas a serem escravas sexuais dos chamados Comandantes, para assim gerarem filhos à eles e suas esposas. Tudo isso em um presente (sim, se passa no nosso tempo) em que a religião ultraconservadora dominou o Estado e a justiça, por exemplo, é julgada com base nos textos bíblicos do antigo testamento.

Ainda estou no comecinho da primeira temporada. Não vi muita coisa, mas o que vi já foi suficiente para me deixar constrangida diante da possibilidade real de que tudo aquilo possa acontecer. E essa possibilidade é assustadora. Dolorosamente assustadora.

A maneira como as coisas acontecem sutilmente e não nos damos conta. A forma como nossos direitos vão sendo restritos e não percebemos. O jeito como tudo isso acontece de forma legalizada, vindo de um governo que diz pensar no melhor para todos, sem deixar claro que
esse todo é extremamente restrito.

Espero que gostem e que possam refletir sobre. Afinal de contas, o presente, assim como o futuro, está em nossas mãos.

DIÁRIO #2: DEI UMA PALESTRA NA ESTÁCIO

E isso mudou completamente minha visão sobre educação!

O que é engraçado, porque pensando bem, já deveríamos sair de fábrica achando o que eu achei, pensando o que eu pensei, vendo o que eu vi.

Mas talvez o sistema não seja tão eficaz assim…

Não a instituição, não os professores, não o curso em si, mas o sistema… aquele que está acima de nós e que nos faz pensar que aprender é a mesma coisa que estudar.

Porque foi exatamente essa a sensação que eu tive, que fizemos tudo errado até aqui.

Nessa pequena palestra, eu e minha amiga Thais, trabalhamos o papel da mulher no cenário contemporâneo. Falamos sobre as questões feministas desde o inicio do século passado – o século XX, onde a maioria de nós nasceu – até os dias atuais.

E, enquanto eu estava lá, falando sobre tudo que estudei muito ao longo de um mês, senti que nossa obrigação é essa: repartir. Dividir tudo que aprendemos, trazer nas mãos ou se possível em baldes um pouco da água que bebemos, para que todos possam matar a sede. Senti que quando aprendemos, e entendemos, vivenciamos, relacionamos com a prática. Quando apenas estudamos, apenas decoramos. O tempo leva…

DIÁRIO #1: CAFÉ COM MULHERES

Ontem fizemos o segundo encontro do Café com Mulheres e, gente, como foi bom!

Nós basicamente nos encontramos para comer e discutir assuntos femininos ligados à sociedade. Enquanto comemos, falamos. Enquanto falamos, comemos. E no meio disso tudo, mudamos um pouco mais o nosso mundo!

O primeiro lotou mais, o segundo nem tanto. Mas esse número menor fez a gente discutir assuntos mais ligados a autoestima e isso foi incrível. Ás vezes a gente pensa que só nós passamos por certas coisas e quando olhamos para o lado, está lá à vida dizendo que não é bem assim.

Eu nunca pensei que ir a praia, por exemplo, fosse um problema tão grande para todas nós. Não sei o que os homens pensam sobre isso, gostaria de ouvir, mas para nós mulheres é desafiador. Porque sei lá, a gente não se sente indo só aproveitar o sol, a gente se sente na obrigação de estar bonita, na obrigação de expor nossos corpos. É algo muito louco! Falamos bastante disso!

Depois, quando cheguei em casa e olhei nossa foto (essa aí em cima) e percebi o quanto nós éramos diferentes e o quanto essa diferença era boa, era gostosa, nos unia mais. No fundo a gente não precisa deixar de ser quem a gente é para ser o que a gente é!

Escuto isso o tempo todo, mas ontem entendi!  E, entender isso valeu a pena!

Queria que mais pessoas pudessem entender isso. Queria que mais mulheres se sentissem assim! Vocês já se sentiram assim?

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