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POLÍTICA É COISA DE GENTE GRANDE

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As coisas estão realmente muito difíceis no Brasil. Parece que esquecemos, se é que um dia ousamos saber, o significado da política.

O que mais me assusta é a causa individual.

Do dia para noite vale mais o meu umbigo do que o corpo inteiro. Como se a mão não valesse o mesmo que o pé, como se o pescoço não importasse tanto quanto a canela, como se o cérebro fosse mais necessário que o coração. Onde esquecemos o queixo? Pouco importa, temas as unhas. E, apenas minhas unhas bastam. Porque é através delas, das minhas pobres e curtas unhas, que meço o mundo com as minhas medidas. E, sim, apenas as minhas medidas importam. Vale mais o meu umbigo do que o corpo inteiro.

Política vira, então, sinônimo de opinião. E, ter apenas opinião, meus amigos, é tão raso quando nadar em baldes. É isso, nadamos agora em baldes. Mas não quaisquer baldes. São baldes antigos, guardados para serem usados no tempo certo, conservados em armários estrangeiros e tirados de lá, dos tais armários, apenas quando é necessário esvaziar o povo dessa água toda, que se afogaram ao beber tentando matar a sede. Nadamos agora em baldes.

Assim, assisti ontem, sem querer, uma entrevista, enquanto passava pela cozinha. Aprovaram os primeiros passos da tal reforma, dizia a repórter compenetrada. A entrevistada respondia que um os principais beneficiados seriam os policiais, em parte pela estima que o presidente e a bancada do congresso tinham em relação a eles. Pensei no quanto a estima guiava nosso país.

Era preciso ter estima. Era preciso ser querido. Se não é amado não é governado.

Temos de fato um congresso terrivelmente infantil!

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